Um comportamento comum que merece mais atenção do que recebe
Andar na ponta dos pés é um comportamento que aparece com frequência na primeira infância e, na maioria das vezes, faz parte do processo natural de exploração do próprio corpo. Crianças pequenas experimentam diferentes formas de se mover e andar nas pontas dos pés pode ser simplesmente curiosidade sensorial. No entanto, quando esse padrão persiste após os 2 anos de idade de forma constante e sem alternância com o apoio total do pé, ele passa a merecer uma avaliação mais cuidadosa.
Do ponto de vista motor, o apoio plantar completo é fundamental para o desenvolvimento correto do equilíbrio, da postura e da marcha. Crianças que andam cronicamente na ponta dos pés podem desenvolver encurtamento do tendão de Aquiles, instabilidade postural e dificuldades de equilíbrio que impactam outras habilidades motoras. Além disso, em alguns casos, esse padrão pode estar associado a questões de processamento sensorial a criança evita o contato do pé com o chão por hipersensibilidade tátil ou a condições neurológicas que precisam de acompanhamento especializado.
A avaliação deve ser feita por um profissional habilitado, que vai observar a frequência do comportamento, verificar a flexibilidade do tornozelo, investigar possíveis causas sensoriais e avaliar o desenvolvimento motor global da criança. O mais importante é não normalizar sem avaliar. Andar na ponta dos pés pode ser inocente mas também pode ser o corpo pedindo ajuda. E quanto antes esse pedido for ouvido, melhor para o desenvolvimento da criança.
Se você tem dúvidas sobre o desenvolvimento motor do seu filho, o melhor passo é uma avaliação com quem entende. Fale com nossa equipe agora.
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